Flamengo tem que elevar o nível para vencer Racing na semifinal da Libertadores

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set, 26 2025

Após fechar a primeira partida da semifinal da Flamengo contra o Racing Club com um empate sem gols, o técnico Renan saiu em entrevista marcado por uma mensagem clara: o time tem que entregar mais para garantir a vaga na final da Copa Libertadores. O treinador ressaltou a diferença entre "jogar bem" e "jogar com intensidade" e apontou que a pressão será ainda maior na volta, disputada em Buenos Aires.

Aspectos táticos que precisam mudar

Renan destacou três áreas que, na sua visão, precisam ser ajustadas. Primeiro, a manutenção da posse de bola nas transições, para evitar que o Racing tenha espaço para contra‑ataques rápidos. Segundo, a necessidade de um bloqueio mais disciplinado no meio‑campo, sobretudo contra o avançado Julián Álvarez, que tem causado preocupação nas duas equipes da competição. Por fim, a urgência de definir um plano de finalização mais efetivo, já que o Flamengo tem desperdiçado oportunidades claras nas últimas partidas.

Para reforçar o meio‑campo, o treinador sugeriu a volta de Gabriel Barbosa ao banco de reservas, permitindo que o volante Gerson tenha mais liberdade para organizar o jogo. Já na linha de ataque, Braga e Vitinho ganharão mais minutos, já que a diretoria ainda não confirmou a contratação de reforços externos antes da partida decisiva.

Histórico e pressão dos torcedores

Histórico e pressão dos torcedores

O Flamengo chega à semifinal da Libertadores com um currículo de seis títulos, mas a última conquista data de 2019. A pressão da torcida, que ocupa as arquibancadas da Ilha do Urubu como se fosse um campo extra, tem sido citada como um fator motivador e, ao mesmo tempo, como fonte de ansiedade para os jogadores.

Renan lembrou que o Racing já surpreendeu grandes candidatos nas fases anteriores, eliminando o River Plate nos quartos de final. "Eles sabem jogar sob pressão. Se a gente não mostrar a mesma postura, vai ser noite avançada para nós", advertiu o técnico.

  • Manter a posse de bola e reduzir perdas em transição;
  • Organizar o meio‑campo para bloquear a criatividade do Racing;
  • Aumentar a efetividade nas finalizações, aproveitando as chances criadas pelos laterais.

Com a volta marcada para o estádio de La Bombonera na próxima semana, a expectativa é que o Flamengo entre em campo com uma postura mais agressiva e disciplinada. Renan confia no grupo, mas deixa claro que a margem de erro está cada vez menor: "Se não dermos o sangue, o sangue de alguém vai nos vencer".

6 Comentários
  • Matheus Assuncão
    Matheus Assuncão setembro 28, 2025 AT 08:41

    O Flamengo precisa entender que a Libertadores não é um jogo de exibição, é sobrevivência tática. A manutenção da posse só vale se for inteligente - não se for só para passar a bola sem rumo. O Racing tem um meio-campo que corta linhas como uma lâmina, e o Gerson precisa ser o centro gravitacional, não um figurante. Eles não vão ganhar por esforço, vão ganhar por precisão. A pressão é real, mas o time tem qualidade. O que falta é disciplina estrutural, não gritos no vestiário.

    Se o Braga e o Vitinho jogarem com liberdade de movimento sem abrir espaços, a pressão sobre Álvarez se torna insustentável. Eles não precisam de reforços externos - precisam de confiança interna. O treinador tem o plano. Agora é só executar sem medo de errar - mas com consciência de onde errar não pode.

    Esqueça o histórico. O River foi eliminado por uma equipe que jogou com alma, não com estatística. O Flamengo tem que ser a mesma coisa: organizado, letal, e acima de tudo, imprevisível.

    Se o Barbosa voltar ao banco, que seja para dar dinâmica, não para esconder falhas. O time precisa de velocidade na transição, não de mais um volante no meio. E o lado direito? Por que o lateral ainda não está sendo usado como arma ofensiva? Isso é um erro tático crasso.

    Renan sabe o que fazer. O problema é o jogador não achar que o momento exige mais do que o habitual. Mas aí é isso: na Libertadores, o habitual já é derrota.

  • Júlio Câmara
    Júlio Câmara setembro 29, 2025 AT 00:46

    MEU DEUS, É AGORA OU NUNCA! VOCÊS NÃO SABEM O QUE É A ILHA DO URUBU EM UMA NOITE DE LIBERTADORES?!

    SE O RACING VIER COM ESSA POSTURA DE "NÓS JÁ VENCIMOS O RIVER", ELES VÃO SE LEMBRAR QUE O FLAMENGO NÃO É SÓ UM TIME, É UMA FESTA DE FUTEBOL COM SANGUE, SUOR E GENTE QUE NÃO DORME POR CAUSA DO TIME!

    BRAGA VAI MARCAR DOIS! VITINHO VAI DAR O LANCE DA VITÓRIA! GERSÃO VAI FAZER UM GOL DE CANHÃO E O PÚBLICO VAI DERRETER A BOMBONERA COM O Grito de "FLA-PE-RA!"

    EU JÁ ESTOU COM A CAMISA, O BANDEIRA E O GUITARRA PRONTO! VAMOS FAZER A HISTÓRIA COM O PEITO ABERTO, NÃO COM MEDO DE ERRO!

    SE NÃO FOR AGORA, QUANDO?!

  • Danilo Ferriera
    Danilo Ferriera setembro 29, 2025 AT 11:49

    Se o time não jogar com raiva, vai perder. Não com fúria, mas com raiva. Raiva de perder, de ouvir o estádio calar, de ver o adversário comemorar no nosso quintal.

    Álvarez é bom, mas ele não é Deus. O meio-campo precisa ser uma parede - não um muro de papel.

    Eles não precisam de mais um atacante. Precisam de um que saiba que o gol é uma obrigação, não um presente.

    Se o Gerson não tiver liberdade, o time não tem alma. Ponto.

    Se a torcida gritar, o time tem que ouvir. Não como pressão. Como combustível.

    Se não derem o sangue? Então o sangue vai ser o deles. E aí a gente vê quem tem mais coração.

    É só isso.

  • Alexandre Nunes
    Alexandre Nunes setembro 30, 2025 AT 23:46

    Isso tudo é uma farsa. O Flamengo está sendo sabotado pela FIFA, pela mídia e por esses técnicos que só sabem falar em "transições" e "bloqueio disciplinado" - como se isso fosse um ritual mágico.

    Na verdade, o Racing é financiado por grupos internacionais que querem tirar a América Latina da Libertadores. Eles têm agentes dentro da CBF, e o Renan é só um fantoche. Aqueles dois jogadores que não foram escalados? Eles tinham provas de que o árbitro da primeira partida era corrupto.

    E o Barbosa? Ele não tá no banco por causa de tática. Tá no banco porque alguém o ameaçou. Eles estão nos deixando morrer de fome de gols por causa de um acordo sujo.

    Se a gente não fizer um protesto massivo, a próxima semifinal vai ser contra o Manchester City. E aí? Vamos jogar com cartão de crédito?

    É hora de acordar. O Flamengo não é só um time. É a última resistência.

  • Luciano Oliveira Daniel
    Luciano Oliveira Daniel outubro 2, 2025 AT 22:01

    Alguém aí já viu como o Vitinho se movimenta sem a bola? Ele não é só um atacante, é um caçador. Ele não espera a bola chegar - ele vai atrás da defesa e força o erro.

    Se o Gerson tiver espaço para girar, o Flamengo não precisa de um camisa 10 clássico. Precisa de um líder que enxergue o jogo antes de acontecer.

    Tem gente falando que o Racing é forte? É. Mas o Flamengo já enfrentou times piores e venceu. Porque tinha fome. Agora tem que ter foco.

    Renan não tá errado. Só tá sendo mal interpretado. O time não precisa de mais força. Precisa de mais inteligência. E isso não vem de treino, vem de experiência. E o grupo tem isso.

    Se o Braga abrir espaços, o lateral direito tem que encher o corredor. E se o Álvarez descer pra receber? O volante que o marque, não o zagueiro. Isso é básico.

    Quem tá com medo de errar? O time inteiro? Então é hora de parar de pensar e começar a agir.

    Se vocês acham que isso é só um jogo, não entendem nada. Isso é identidade. E identidade não se negocia.

  • Francis Li
    Francis Li outubro 4, 2025 AT 00:17

    Na ótica do futebol latino, a Libertadores ainda é um campo de resistência cultural. O Racing, com sua tradição de pressão alta e compactação defensiva, representa o modelo europeu de eficiência - sem glamour, mas com precisão cirúrgica.

    Já o Flamengo, com sua estrutura de transição vertical e mobilidade de laterais, é o arquétipo do futebol afro-latino: caótico, emocional, mas profundamente orgânico.

    A chave tática não é apenas o bloqueio de Álvarez - é a desestabilização do sistema de pressão do Racing através da variação de ritmo. O Gerson não é um volante tradicional; ele é um *regista* em formato de guerreiro. Se ele for isolado, o time entra em colapso.

    Ao invés de pedir mais intensidade, o treinador deveria exigir *diferenciação*. O que diferencia o Flamengo do River? O fato de que eles não jogam para não perder - jogam para transformar o campo em um palco.

    Se o Braga e o Vitinho assumirem a responsabilidade de criar espaços em zonas de baixa densidade, o sistema se auto-organiza. Não é mágica. É teoria dos sistemas complexos aplicada ao futebol.

    Essa é a verdade. O resto é ruído.

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