Capcom mostra primeiro combate de Resident Evil Requiem em vídeo de 34 segundos

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dez, 9 2025

Em 3 de dezembro de 2025, a Capcom finalmente quebrou o silêncio sobre Resident Evil Requiem — o nono título principal da franquia — com um vídeo de 34 segundos que mostra pela primeira vez o combate real do jogo. A cena, divulgada durante um programa especial de TV no Japão, retrata Grace Ashcroft, uma investigadora do FBI, avançando por uma escadaria escura de uma mansão com uma lanterna e uma pistola, quando um zumbi vestido com um terno desce as escadas e a ataca. O momento, que lembra fortemente o clássico Resident Evil 2, foi primeiro detectado pelo leaker AestheticGamer (também conhecido como Dusk Golem) no X (antigo Twitter), e desde então foi analisado por TechRadar, Notebookcheck e Yardbarker. O que parecia ser apenas um rumor virou realidade — e os fãs finalmente têm algo concreto para discutir.

O retorno dos zumbis clássicos

Essa é a primeira vez desde Resident Evil 6, lançado em 2012, que os zumbis tradicionais — lentos, brutais, com pele despedaçada e olhos vidrados — retornam à franquia. Segundo Notebookcheck, esses inimigos não são cópias do passado: foram "evoluídos". Não são apenas mais rápidos ou mais fortes. Eles reagem de forma diferente ao dano, e o sistema de combate exige mais precisão e planejamento. "É como se a morte tivesse aprendido a se mover", disse um analista em vídeo no YouTube em 9 de dezembro. O combate é deliberadamente mais lento do que em Resident Evil 4, quase como um duelo de nervos, onde um único erro pode ser fatal.

Uma nova geração de protagonistas

Grace Ashcroft não é apenas a nova heroína — ela é o núcleo emocional da história. A narrativa gira em torno dela e de sua mãe, cuja conexão com o desastre de Raccoon City ainda é envolta em mistério. O jogo não é um remake de RE2, nem uma extensão de Resident Evil 7. É uma fusão: a atmosfera claustrofóbica daquele jogo com a estrutura de investigação e exploração da saga original. Segundo GameSpot, a campanha é mais longa do que Resident Evil: Village, com múltiplos protagonistas, embora Grace e a mãe sejam os únicos com arcos completos. Leon Kennedy, o icônico agente da S.T.A.R.S., aparece, mas em papéis secundários — apenas o suficiente para dar um toque de nostalgia, sem tirar o foco da nova geração.

Modos de visão e a escolha do jogador

Um dos maiores avanços técnicos anunciados é a opção entre perspectiva em primeira e terceira pessoa — algo que a série nunca permitiu antes. "Você escolhe o que sente melhor", afirmou a equipe da Capcom durante a demonstração no Tokyo Game Show 2025Tóquio. O modo em primeira pessoa aumenta a imersão, enquanto o terceira pessoa permite melhor leitura do ambiente e dos movimentos dos inimigos. A mecânica de desvio também é nova: não é um "dodge" estilo Soulslike, mas algo mais instintivo, quase como um tropeço que te salva por acaso. "É o tipo de sobrevivência que você sente no corpo, não no controle", comentou um jogador que testou a demo.

O segredo que durou meses

Desde que Resident Evil Requiem foi anunciado no Summer Game Fest 2025Los Angeles, a Capcom manteve um silêncio quase absoluto. Nada de trailers, nenhuma entrevista, nem mesmo uma imagem oficial. Fãs reclamaram. Críticos questionaram. A estratégia era clara: criar expectativa sem revelar nada. Mas o jogo estava sendo desenvolvido com cuidado extremo — e o resultado final merecia uma revelação digna. Por isso, o momento escolhido foi perfeito: The Game Awards 2025Los Angeles, em 11 de dezembro. A cerimônia, conduzida por Geoff Keighley, será o palco para o trailer definitivo, o lançamento da data e, provavelmente, o anúncio da versão para PC e consoles.

Um mundo que ainda sangra

O jogo se passa em 2028 — quase uma década após os eventos de Resident Evil 8: Village. Isso significa que Rose Winters, a filha de Ethan, ainda é uma criança. E isso, segundo analistas, é o maior gancho de terror. O que aconteceu com ela? Por que sua mãe ainda está viva? E por que Raccoon City — que foi destruída em 1998 — agora aparece intacta, mas corrompida? A resposta, segundo rumores, está ligada a um laboratório secreto da Umbrella, escondido sob os escombros da cidade. A Capcom não confirmou, mas os detalhes da demonstração sugerem que a história vai muito além de zumbis. É uma investigação sobre culpa, memória e o preço da sobrevivência.

Plataformas e versões

O jogo será lançado em 27 de fevereiro de 2026 para PlayStation 5, Xbox Series X|S e PC. A versão para Switch 2 foi demonstrada no TGS 2025, mas ainda não foi oficialmente confirmada para lançamento. Há especulações de que a versão portátil pode ser um "port" otimizado, sem os gráficos de última geração, mas com a mesma narrativa. Já a versão global será "Z-rated" — com sangue, desmembramentos e efeitos de morte mais brutais. No Japão, a versão transmitida na TV foi cortada, como de costume, para evitar conteúdo explícito. Mas os fãs internacionais terão acesso ao que a Capcom considera a experiência completa.

Por que isso importa?

Resident Evil Requiem não é só mais um jogo. É um retorno às raízes da série — mas com a coragem de inovar. Depois de anos de tentativas de modernizar a fórmula, a Capcom parece ter entendido: o que os fãs querem não é um gráfico mais bonito. É o medo real. O silêncio apertado. O som de passos atrás da porta. E agora, finalmente, temos algo que parece capaz de entregar isso — e ainda assim, surpreender.

Frequently Asked Questions

Quem é Grace Ashcroft e por que ela é importante?

Grace Ashcroft é a protagonista principal de Resident Evil Requiem, uma investigadora do FBI cuja família tem ligações ocultas com o desastre de Raccoon City. Ela não é um novo Leon Kennedy — é uma personagem com trauma pessoal, e sua jornada é o eixo emocional da história. Seu relacionamento com a mãe é central, e os rumores sugerem que ela pode ter sido exposta ao vírus desde criança, o que a torna única entre os protagonistas da série.

O jogo realmente volta a Raccoon City?

Sim. Raccoon City, o cenário icônico de Resident Evil 2 e Resident Evil 3, reaparece intacto, mas corrompido. A cidade foi destruída em 1998, mas novos detalhes sugerem que a Umbrella escondeu um laboratório subterrâneo que sobreviveu à explosão. O jogo explora os escombros, mas também áreas que nunca foram vistas antes — como um hospital abandonado e uma estação de metrô infestada, tudo em 2028, décadas após o apocalipse.

O que muda no combate em comparação com jogos anteriores?

O combate é mais lento e pesado, exigindo precisão e gestão de recursos. Os zumbis não caem com um tiro na cabeça — precisam ser derrubados por múltiplos impactos, e alguns têm armaduras leves. A mecânica de desvio é instintiva, não técnica, e o uso de lanterna é essencial para ver ameaças no escuro. Isso traz de volta o medo de não saber o que está vindo, algo que sumiu em jogos mais ação como RE4 e RE7.

Haverá versão para Switch 2?

A versão para Switch 2 foi demonstrada no Tokyo Game Show 2025, mas a Capcom ainda não confirmou seu lançamento. Acredita-se que seja um port otimizado, com gráficos reduzidos e resolução menor, mas com a mesma narrativa. A empresa costuma lançar versões portáteis com atraso — como aconteceu com Resident Evil 4 em 2023 — então uma versão para Switch 2 pode chegar meses depois do lançamento principal.

Por que o jogo tem duas versões (censurada e Z-rated)?

No Japão, há restrições legais sobre violência gráfica em jogos transmitidos na TV. Por isso, a versão exibida em programas de TV é editada. A versão "Z-rated" — destinada a PC e consoles — mantém sangue, desmembramentos e reações realistas dos inimigos, que são essenciais para a atmosfera de horror. A Capcom já confirmou que a versão global será a mais completa, e isso é um sinal claro de que a empresa está priorizando os fãs internacionais.

O que esperar do trailer de The Game Awards 2025?

O trailer de The Game Awards 2025 deve revelar a data exata de lançamento, o preço, e provavelmente um novo trecho da história, talvez com a aparição da mãe de Grace ou até mesmo Leon Kennedy em uma cena dramática. Também é esperado que a Capcom anuncie edições especiais, coletâneas de arte e possíveis DLCs. É o último grande momento antes do lançamento em fevereiro de 2026 — e deve ser o mais completo até agora.

8 Comentários
  • Diego cabral
    Diego cabral dezembro 9, 2025 AT 22:45

    Finalmente algo que não parece feito por um algoritmo. Zumbi de terno? Meu Deus, isso é puro RE2 com alma. 🙌

  • Marcio Rocha Rocha
    Marcio Rocha Rocha dezembro 11, 2025 AT 09:48

    Essa história da mãe da Grace tá cheirando a manipulação emocional barata... Mas se o combate for realmente lento e assustador como dizem, eu já comprei. Não quero mais jogos de ação, quero medo real. Isso aqui tá parecendo o que a série deveria ser desde o RE7.

  • Gabriela Keller
    Gabriela Keller dezembro 12, 2025 AT 17:50

    Então a Umbrella voltou, Raccoon City tá lá como um fantasma, e a Grace é a única que não tá fingindo que tudo é só um jogo? Que bom. Porque eu já cansei de protagonistas que sorriem enquanto matam zumbis com um tapa. Aqui, o medo tá no ar, no som da lanterna, no silêncio antes do ataque... Isso é horror, não um minigame de tiro.


    E sim, eu chorei quando vi o zumbi descer as escadas. Não consigo explicar, mas foi como se o passado tivesse batido na minha porta.

  • Yasmin Lira
    Yasmin Lira dezembro 14, 2025 AT 05:12

    mano q isso ta mt mt mt bom tipo eu ja tava desacreditando da serie mas esse video me deu uma esperanca tipo nao e so mais um re remake e sim algo q ta voltando as raizes tipo o medo de nao saber oq ta atras da porta kkkkk

  • Alberto Lira
    Alberto Lira dezembro 15, 2025 AT 01:40

    Claro que a Capcom vai fazer isso. Depois de 12 anos de tentativas fracassadas de virar um jogo de ação, agora eles descobriram que o segredo é... voltar ao que funcionava. Quem diria, né? Só faltou o Leon aparecer com um café e dizer "bom dia, zumbi".

  • Andressa Lima
    Andressa Lima dezembro 16, 2025 AT 23:56

    É importante ressaltar que a escolha da perspectiva em primeira e terceira pessoa representa um avanço significativo na imersão narrativa da franquia, especialmente considerando a história psicológica da protagonista. A mecânica de desvio instintivo, embora não técnica, alinha-se com teorias de resposta fisiológica ao estresse, o que fortalece a verossimilhança da experiência de sobrevivência. Ainda assim, a ausência de confirmação oficial sobre a versão para Switch 2 gera incerteza logística para o público portátil.

  • Marcus Vinícius Fernandes
    Marcus Vinícius Fernandes dezembro 17, 2025 AT 10:07

    Se você não entende que isso aqui é uma reafirmação da estética gótica do horror japonês pós-moderno, então você não merece jogar Resident Evil. O retorno ao zumbi clássico não é nostalgia - é uma declaração de guerra contra a cultura do fast-food de jogos. A Umbrella nunca morreu. Ela evoluiu. E agora, com Grace como símbolo da culpa coletiva, a série retoma seu lugar como a mais alta forma de arte interativa. O resto? É apenas entretenimento.

  • Marcia Cristina Mota Brasileiro
    Marcia Cristina Mota Brasileiro dezembro 19, 2025 AT 05:03

    eu to emocionada mesmo 😭😭😭 o zumbi de terno me deu arrepios tipo qndo eu vi o re2 pela primeira vez... e a mãe dela... será q ela ta viva ou é só um fantasma?? eu n consigo dormir pensando nisso 😵‍💫💖

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