Experiência de Saúde e Segurança Don Ramon

Protocolo de Saúde e Segurança a ser cumprido por colaboradores e hóspedes

 

 

 

 

 

 

 

A Don Ramon Pousada & Spa, como uma empresa referência em modelo de gestão no segmento turístico, por ter sido uma empresa certificada na ABNT NBR 15.401, integrante do Comitê Brasileiro do Turismo ABNT/CB-054 e integrante da delegação brasileira junto ao comitê técnico ISO/TC 228 – Tourism and related services, para desenvolvimento da norma ISO 21.401:2018 - Sistema de gestão da sustentabilidade para meios de hospedagem – requisitos, vem neste documento desenvolver um conjunto de medidas emergenciais, diante do cenário atual de pandemia de covid-19 e seus impactos no setor e aparelho turístico, para a mitigação de contágio e desenvolvimento de uma experiência o mais segura possível à todas as partes interessadas, através de uma solução com correções e alterações necessárias em seus processos e atividades.

Este documento e todo o seu conjunto sistêmico de medidas foi desenvolvido para que tenhamos uma pousada em Gramado e Canela com medidas contra covid-19. Tendo também o intuito de auxiliar e nortear demais empresas de mesmo segmento e regiões turísticas, quanto ao tema proposto e a situação emergencial que passamos, desenvolvendo hotéis em Gramado e Canela com medidas contra o covid-19, desta forma, criando uma região com uma experiência segura à hospedes e turistas, por medidas contra covid-19 em Gramado e Canela na Serra Gaúcha.  

Para que tenhamos sucesso nesta experiência é preciso que hospedes, spazianos, colaboradores e comunidade local, sigam rigorozamente as medidas que foram selecionadas, destacadas e que tangem a interação destas partes, conforme segue a seguir:

 

"4 Das obrigações e recomendações gerais do estabelecimento e prestação de serviços básicos disponíveis

4.1 É recomendado ao estabelecimento de hospedagem, ativar até 50% de sua capacidade total de UH´s para hospedagem diária, para diminuição do fluxo de hospedes e clientes e desenvolver um sistema de rodízio de apartamentos, com a finalidade de garantir que cada check-in seja realizado após 120 horas ou 05 dias de seu último check-out. Recomenda-se que esta logística de distribuição de UH´s para funcionamento simultâneo, seja realizada por módulos, tais como blocos, andares ou categorias de aptos próximos, para controle do fluxos de circulação e serviços, e rastreamento que se faça necessário ao longo do período deste plano de emergência.

4.2 A propriedade deve deixar um apto de cada bloco de abertura simultânea de UH´s, para atendimento de hospedes ou clientes que representem risco de contaminação ou apresente sintomas ao decorrer do período de hospedagem, com a intenção de isolamento dos demais hospedes, colaboradores e funcionalidade de serviços do estabelecimento até que seja transferido à unidade de saúde competente, de acordo com a orientação de cada localidade. Em caso de utilização desta unidade, deve seguir o protocolo de limpeza descrito na seção que trata de governança.     

4.3 Devem disponibilizar álcool gel 70% para uso dos clientes em todas as áreas públicas do estabelecimento, pontos de atendimento a hospedes e clientes, dentro do estabelecimento ou estações montadas fora da propriedade para captação e venda em áreas públicas e privativas de terceiros, e ou de circulação, tais como na Recepção, nas portas dos elevadores, nos corredores de acesso aos quartos e escadas e nos aptos.

4.4 É recomendado a utilização de máquina de pró-pé na entrada dos estabelecimentos hoteleiros, para todos os fluxos de pessoas em circulação no estabelecimento.

4.5 É recomendado que o estabelecimento de hospedagem, desenvolva uma cultura e gesto de cumprimento à seus hospedes e clientes, peculiar ao local e seu perfil de negócio, fortalecendo a identidade de sua marca, e durante todo o restante do período de seu trabalho desenvolva a cultura de circulação com as mãos para trás, para evitar o antigo costume de cumprimento a todas as pessoas em seu fluxo de trabalho.

4.6 O estabelecimento deve manter todos os locais de circulação e áreas comuns com os sistemas de ar condicionado individuais limpos, com recomendação de limpeza diária de filtros e dutos, e deve, obrigatoriamente, manter pelo menos uma janela externa aberta ou qualquer outra abertura, contribuindo para a renovação de ar. Deve dar preferencia por outros sistemas de climatização de ar, tais como ventilação de ar natural, calefações e lareiras e em caso de sistema de ar condicionado central é recomendado pensar na desativação deste sistema e busca por soluções alternativas ao menos no período de curto prazo.

4.7 Deve ficar vetado o serviço de vallet, devendo ser realizado o estacionamento veicular por conta do hospede ou cliente. No caso deste serviço ser terceirizado, deve-se exigir o plano emergencial destas empresas terceirizadas quanto a mitigação de possível contágio viral do covid-19, deve exercer controle sobre estes procedimentos propostos e considerar a suspenção temporária de contratos de terceirização do serviço.

4.8 Caso o estabelecimento de hospedagem ofereça serviço de mensageiro e optar em manter este serviço, nos primeiros meses de reabertura das operações de hospedagem, deve garantir que, o mesmo, seja executado obrigatoriamente de luvas cirúrgicas e jaleco sobre o uniforme convencional, garantir que haja desinfecção de bagagens com álcool 70% em suas alças, zíper e cadeado. Ao final do serviço de cada entrega de bagagens, caso o estabelecimento trabalhe com carrinho para esta finalidade, deve ser desinfectado. As luvas devem ser descartadas e trocadas obrigatoriamente e ao final do turno de trabalho o jaleco deve ser colocado para lavagem.

Nota 1: verificar a possibilidade de aquisição de aparelho de vapor de ozônio para esterilização de bagagens, utensílios, pessoas e enxoval de apto, e suas devidas adaptações para esta finalidade. Bem como é recomendado a limitação de quantidade de bagagens por UH, para diminuição das superfícies de contato no estabelecimento.  

4.9 As áreas sociais, de lazer e de convivência, tais como sala de jogos, academias, piscinas, jacuzzis, serviço de Spa coletivos, Home Theater ou salas de cinema, salas de eventos e ou reuniões e cyber Zone ou área de utilização de computadores e vídeo games compartilhados ou outras áreas similares, devem permanecer fechadas a curto prazo, podendo ser flexibilizado a médio prazo, a medida que o estabelecimento entenda que a situação esteja controlada e seguindo as orientações da OMS,  Secretarias estadual e municipal de saúde e/ou decreto vigente que aborde sobre o tema.

4.10 Os estabelecimentos de hospedagem que ofertarem serviços de Spa, poderão continuar com os serviços que possam ser executados com marcação individual de horário com a solicitação dos serviços obrigatoriamente por canais internos para tanto, tais como whats app ou ramais de serviço. O estabelecimento deverá garantir para execução deste serviço que, as superfícies do local de execução do serviço estejam devidamente desinfectadas com álcool 70% ou produto de efeito similar, tais como, macas, mesas, cadeiras entre outros, antes e após a realização do serviço e que o ambiente esteja devidamente arejado. Deve-se utilizar lençóis e fronhas descartáveis para o serviço e promover o imediato descarte após cada serviço realizado. O(A) prestador(a) deste serviço deve estar utilizando máscara, bem como seu espaziano, luvas de vinil durante todo o procedimento e jaleco descartável. O estabelecimento deve garantir que ao final de cada serviço seja descartadas as luvas, máscaras, lençóis, fronhas e jaleco, considerando estes resíduos como contaminantes e que as toalhas utilizadas sejam imediatamente colocadas para lavagem em local de acondicionamento do material fechado com tampa e utilização de sacos de resíduos que devem ser fechados para deslocamento dos matérias ao final do turno de trabalho às áreas afins (estes recipientes de resíduos devem ser marcados como contaminantes). Após este procedimento inicial deve garantir novamente a desinfecção das superfícies e piso do local e utilizar solução em aerossol antiviral e bactericida, tais como lissol aerossol ou similares que utilizem os mesmos agentes em sua composição.

 

5 Dos procedimentos de Governança

5.1 O serviço de governança deve intensificar a higienização dos quartos e banheiros com desinfecção das superfícies com álcool a 70º ou sanitizantes de efeito similar, além da limpeza de rotina, devendo a camareira obrigatoriamente utilizar os seguintes EPI´s: luvas de procedimento, óculos, avental descartável e máscara cirúrgica.

5.2 Ao final da estadia do hóspede “apto em vago sujo ou check-out”, o setor de governança deve realizar a limpeza e desinfecção completa do quarto. Esta limpeza deve ocorrer no quinto dia após a saída do hospede, em caso de utilização de apto separado para isolamento, deve ocorrer a limpeza e desinfecção após o sexto dia de utilização da UH. Através do sistema de rodízio de check-in, proposto no início deste protocolo. Para a retirada do enxoval do apto de quarto e banho, deve-se realizar o mínimo de agitação possível e manuseio dos materiais colocados em sacos plásticos individuais para cada UH, próprios para este acondicionamento e devidamente vedados após a retirada destes materiais, nos carrinhos para esta finalidade ou em outras formas de transporte destes itens para áreas de espera ou lavanderia própria.

5.3 O estabelecimento deve garantir que ao final de suas atividades de limpeza de aptos designadas, o(a) camareiro(a) deve desinfectar seu carrinho de serviço com álcool 70%.

5.4 As superfícies e áreas de maior contato manual, tais como maçanetas e registros de água quente-frio,  controles de televisão e ar condicionado (verificar a possibilidade de encapamento dos mesmos), telefones, cofres, minibar, interruptores de luz, devem ser incluídas na limpeza e desinfecção da UH através de utilização de álcool 70%, bem como limpeza de filtro de ar condicionado a cada limpeza de apto. O piso e banheiro devem ser limpos e desinfectados com produtos, tais como Lisoform ou desinfetantes disponíveis no mercado antibactericidas ou a base de cloro.

Nota 1: recomenda-se a utilização de pano com tecido de microfibra ou perfex, para desinfecção de superfícies individual para cada UH, com álcool 70% e descarte imediato. Todos os materiais necessários à limpeza do apto, tais como panos de limpeza de banheiro e piso da UH e sacos plásticos para acondicionamento de enxoval utilizado, deve ser de uso individual para cada unidade habitacional, para evitar qualquer contaminação cruzada entre as UH´s.   

5.5 Deve ser considerado, como áreas críticas de contaminação, as áreas de circulação e os locais com maior contato manual nestas áreas, tais como corrimão de escadas, botões de elevadores, espelhos, encosto de braço de cadeiras, mesas ou bancadas de apoio etc., devendo estes locais ter desinfecção realizada de hora em hora com álcool 70% e o piso destas áreas desinfectados a cada 3 horas.

5.6 Superfícies como carpetes e tapetes devem ser limpas utilização água e sabão ou produtos de limpeza apropriados para utilização nestas superfícies, especificados pelo fabricante.

5.7 As obrigações e recomendações acima, e nível de complexibilidade quanto aos procedimentos relevantes ao setor de governança e a utilização do EPI´s citados neste documento, se dão pelo perfil de transmissibilidade da doença por contato ou gotículas determinados pela resolução RDC n° 56 da ANVISA, com publicação em 06 de agosto de 2008.  

5.8 Em caso de lavanderia terceirizada, o estabelecimento deve notificá-la e exigir plano emergencial e seus devidos procedimentos para evitar contaminação por covid-19.

5.9 Quanto a lavagem deste enxoval, deve garantir, que a mesma esteja sendo realizada com agua e sabão apropriado para esta finalidade de acordo com registro da ANVISA, sendo lavanderia própria ou terceirizada, e que o procedimento esteja sendo feita no ciclo com água e temperatura mais quentes, entre 50 a 60 graus celsius. O ciclo de secagem deve estar na configuração mais alta possível e disponível no equipamento utilizado para esta finalidade.

5.10 Em caso de lavanderia terceirizada o transporte deste enxoval limpo de retorno ao estabelecimento, é recomendado que o enxoval seja embalado e lacrado, desde a área de secagem e dobragem do material. 

5.11 O estabelecimento não irá realizar o serviço de arrumação diária, chamado de Bom dia, para reservas acima de 01 diária, caso o hospede solicite algum item ou produto, o setor de governança entregará na porta do apto solicitante sem entrar no mesmo, respeitando o primeiro item deste documento, que diz que a entrada no apto só é permitida apos cinco dias após a saída do hospede ou check-out. 

 

6 Dos serviços de Alimentos e Bebidas (A&B)

6.1 Os serviços de alimentação, tais como restaurantes, bares e lanchonetes, localizados dentro dos estabelecimentos de hospedagem, devem atender aos hóspedes somente em formato de serviço à lá carte e no sistema de serviço de quarto, orientando ao hospede que deixe o material de room service no corredor ao lado da porta de seu apto após realizar sua refeição, para ser recolhido. Este procedimento deve corresponder a um planejamento de curto prazo, podendo ser flexibilizado a médio prazo, à medida que o estabelecimento entenda que a situação esteja controlada e seguindo as orientações da OMS, Secretarias estadual e municipal de saúde e ou decreto vigente que aborde sobre o tema.

6.2 Quando ocorrer a abertura do restaurante do estabelecimento para serviço a lá carte, o estabelecimento deve garantir a desinfecção com álcool 70% de menus, sálvias, máquinas de cartão de crédito etc., evitar montagem de mise en place prévia de mesas para não haver contaminações cruzadas.

6.3 É recomendado ter disponível, talheres descartáveis para hospedes e colaboradores, caso seja solicitado ou seja estratégia do estabelecimento.

6.4 Assim que retirado da mesa, pratos, talheres, taças e copos, estes materiais devem ir direto para desinfecção por lavagem. Bem como, saleiro, pimenteiro, galheteiro e açucareiro devem ser desinfectados prontamente.

6.5 Os colaboradores que realizarem os serviços de retirada dos itens à mesa e lavagem destes materiais, devem o fazê-lo de máscara, luvas e protetores de cabelos descartáveis adequadas para isso e após este procedimento, devem realizar assepsia de suas mãos e descarte destas luvas.        

6.6 O serviço de café da manhã preferencialmente deve ser executado em formato de room service, caso o estabelecimento não tenha capacidade de atender a demanda correspondente a até 50% da recomendação de utilização de UH´s diária, poderá atender o fluxo excedente desta capacidade presencialmente no salão de café da manhã, com agendamento de horário de entrada de forma escalonada para que a chegada dos hospedes de cada apto aconteça em momentos diferentes, para acomodação dos hospedes à mesa e início de atendimento. Este serviço deve ser executado à mesa dos comensais e não poderá ser utilizado o formato de buffet. Deve realizar distribuição de mesas que garanta o distanciamento padrão orientado pela OMS, com distância mínima de dois metros, deve utilizar mesas com superfície que garantam a desinfecção imediata com álcool 70% após a saída dos comensais, tal como tampo de vidro etc. Durante o período de operação de café da manhã, o salão para este atendimento, deve ter seu piso limpo com desinfetante, podendo este produto ser domésticos com registro na Anvisa, de acordo com a NOTA TÉCNICA Nº 22/2020/SEI/COSAN/GHCOS/DIRE3/ANVISA, de hora em hora até o final de sua operação, quando deve passar por uma nova desinfeção de mobiliário, piso, utensílios e áreas de contato manual em sua estrutura, como já citado neste documento anteriormente.

6.7 Demais serviços provenientes de A&B, tais como coffee break, serviços de apoio a Business center, andares executivos e serviço de mordomo entre outros, devem ficar fechados no período de curto prazo.     

6.8 O garçom ou atendente que realizar o serviço de room service, deverá ter os mesmos procedimentos quanto a utilização de EPI´s e cuidados, descritos para a execução de serviço de camareira, orientados neste documento no capítulo que aborda sobre o tema de governança. Com relação ao atendente de salão de café da manhã deve seguir as orientações pertinentes a este tema, descrito para os funcionários em geral do estabelecimento, no capítulo que aborda este tema.

6.9 Após o período de curto prazo de reabertura do estabelecimento, no caso de retomar o formato de buffet em suas operações, a empresa deve manter um atendente para acompanhar e servir o alimento ao cliente, devendo manter a distância mínima de 2 metros entre o balcão dos alimentos e o cliente, utilizando como EPI´s obrigatórios, luvas descartáveis, máscara e álcool em gel 70%, que deverá ser utilizado a cada serviço realizado de atendimento ao cliente, bem como, utilizar com frequência nos utensílios necessários para servir o cliente.        

6.10 Com relação a operacionalidade da cozinha do estabelecimento, a mesma deve garantir e  reforçar medidas para melhores práticas de manipulação de alimentos e utensílios, bem como, sequência de produção dos alimentos e fluxo de cozinha, Recepção e acondicionamento de matérias primas, provenientes de setor de compras e ou almoxarifado, fornecedores diretos ou produtos vindos diretamente de mercado. Garantir medidas que impeçam contaminação cruzada de alimentos em fluxo de preparo ou de novas matérias primas no ambiente de manipulação, como previstos na RDC 216 da ANVISA, publicada em 16 de setembro de 2004.

6.11 É recomendado reforçar a utilização de álcool 70% para desinfecção das novas embalagens que cheguem no ambiente de cozinha, e utilização de solução com sanitizante para todas frutas, verduras e ou produtos in natura.

6.12 Deve realizar no ambiente de cozinha, a desinfecção de utensílios, bancadas, tabuas, materiais para o processo de preparo e cocção e material utilizado para empratamento com álcool 70% a cada utilização. Deve promover a limpeza do piso com desinfetante apropriado, de acordo com a NOTA TÉCNICA Nº 22/2020/SEI/COSAN/GHCOS/DIRE3/ANVISA, e ter sua periodicidade de limpeza aumentada durante a operação.

6.13 Em caso dos colaboradores deste setor, precisarem sair do ambiente de cozinha, deve antes do retorno, realizar lavagem de mãos com antibactericida apropriado para este tipo de assepsia.

 

8 Dos procedimentos de recepção

8.1 É recomendado o ingresso no estabelecimento em número proporcional à disponibilidade de atendentes, evitando aglomerações em seu interior e respeitando a capacidade de 50% do espaço e garantido o distanciamento mínimo de dois metros entre todos, no fluxo de pessoas previsto neste local. Em caso de adoção deste procedimento é necessário que esta informação esteja sinalizada no espaço e em sua entrada.

8.2 O estabelecimento deve garantir alguma forma de sinalização no piso ou faixa de isolamento que delimite a aproximação de hospedes e clientes à bancada da recepção para as operações de check-in, check-out ou demais informações e serviços, se o estabelecimento dispor de outros balcões tais como concierge, capitão porteiro etc. deve proceder da mesma forma e se possível utilizar outras formas de comunicação visual que sinalizem tais procedimentos.

8.3 No caso do estabelecimento adotar por medidas internas ou haver determinações provenientes de agente público, de obrigatoriedade de utilização de mascaras e pró-pé por parte de seus hospedes e clientes, é recomendado providenciar sinalização destas medidas na entrada do estabelecimento e no caso do hospede e clientes não terem o material solicitado na sinalização, fornecer estes materiais a todas as pessoas que possam gerar fluxo de entrada no estabelecimento por suas áreas públicas. Estas informações podem ser sinalizadas, tais como colocação de cartazes ou banners informativos, televisores visíveis ao público no lobby ou balcão de recepção, contendo estas informações e também demais informações ou orientações, tais como necessidade de higienização de mãos, uso do álcool 70%, uso de máscaras, distanciamento entre as pessoas, limpeza de superfícies, ventilação e limpeza dos ambientes, telefones de hospitais e postos próximos, conforme orientação do ministério da saúde, etc.    

8.4 As pessoas que acessarem e saírem do estabelecimento devem realizar a higienização das mãos com álcool-gel 70% ou preparações antissépticas ou sanitizantes de efeito similar, colocadas em dispensadores e disponibilizadas em pontos estratégicos como na entrada do estabelecimento, nos corredores, nas portas de elevadores, balcões e mesas de atendimento, para uso de todo fluxo de pessoas inerente a estas áreas, para tanto, o estabelecimento deve garantir que todos sejam informados sobre o procedimento ou haver sinalização adequada para isso.  

8.5 O estabelecimento deve dar atendimento preferencial e especial a idosos, hipertensos, diabéticos, gestantes e pessoas deficientes ou com mobilidade reduzida,  garantindo um fluxo ágil, de maneira que estas pessoas permaneçam o mínimo de tempo possível e de forma exclusiva, se possível, no interior do estabelecimento e nas áreas de atendimento da recepção.

8.6 O espaço da recepção deve ter todas as suas áreas ventiladas, os colaboradores deste setor devem ser orientados a intensificar a higienização das mãos, por lavagem ou utilização de álcool em gel 70%, principalmente antes e depois do atendimento de cada cliente, após uso do banheiro, após entrar em contato com superfícies de uso comum como balcões, corrimão, teclados de caixas, identificação de hospedes e cartões de créditos, etc.

Nota 1: É recomendado utilizar a cultura de novo formato de cumprimento a clientes desenvolvida pelo estabelecimento, como citado anteriormente neste documento e evitar contato direto com todos.

8.7 O estabelecimento deve realizar procedimentos que garantam a higienização contínua do setor, intensificando a limpeza das áreas com desinfetantes, próprios para esta finalidade, e realizar frequente desinfecção com álcool 70%, sempre que necessário, sob fricção de superfícies expostas, como maçanetas, mesas, teclado, telas de computador, tablets, aparelhos celulares, telefones, rádio comunicadores, mouse, materiais de escritório, balcões, corrimões, interruptores, elevadores, balanças, banheiros, lavatórios, pisos, barreiras físicas utilizadas como equipamentos de proteção coletiva como placas transparentes, cartões magnéticos de porta de aptos ou chaves dos mesmos, entre outros, e obrigatoriamente no início e final de seu turno de trabalho.

8.8 Nos locais existentes no estabelecimento, onde há uso de máquina para pagamento com cartão, esta deve ser higienizada com álcool 70% ou preparações antissépticas após cada uso.

8.9 É recomendado desenvolver procedimento de preenchimento eletrônico e envio por parte do hospede de FNRH, para check-in express, sem necessidade de documento em papel e assinatura do cliente no momento do check-in presencial.

8.10 É recomendado envio de fatura, para conferência do hospede, e nota fiscal de forma eletrônica, ainda durante seu período de hospedagem ou posteriormente após seu check-out, evitando impressões para entrega ao hospede.        

8.11 É recomendado, no período de curto prazo deste documento, evitar utilização e disponibilização de folders, revistas e jornais no ambiente de recepção ou demais áreas a fins e dar preferência em suas versões eletrônicas.

8.12 É recomendado disponibilizar equipamento de medição de temperatura, caso haja solicitação de hospedes, devendo ser entregue desinfetado e realizar desinfecção do equipamento quando for recebido de volta após uso.

8.13 O estabelecimento deve realizar a medição da temperatura de todo hóspede que realizar check-in no estabelecimento, como medida preventiva e, em caso de alguma anomalidade, o hóspede deve ser orientado a buscar orientação médica imediata.

8.14 Os hóspedes devem ser recomendados a deixarem seus calçados (chinelos, sandálias, sapatos, tênis ou outros) na parte de fora da UH, para evitar maior probabilidade de contaminação dentro dos apartamentos.

 

10 Do gerenciamento de resíduos sólidos (lixo)

10.1 Os resíduos, neste período de reabertura das operações do estabelecimento, principalmente a curto prazo, devem ser classificados como infectantes (presença de microrganismos com risco de disseminação de doença), com base na Resolução RDC nº 56, de 2008 da ANVISA.

10.2 O estabelecimento deve garantir que os resíduos sejam acondicionados em sacos plásticos impermeáveis, de material resistente à ruptura e vazamento contidos no seu interior, respeitados seus limites de peso dos mesmos. 

10.3 Os sacos plásticos devem permanecer, durante todas as etapas de gerenciamento e de posse do estabelecimento até serem destinados ao serviço público competente para a remoção do mesmo, identificados e dentro de recipientes de acondicionamento tampados. 

10.4 Os resíduos não podem e não devem ser dispostos no meio ambiente sem tratamento prévio que assegure a eliminação das características de periculosidade do resíduo; a preservação dos recursos naturais; e, o atendimento aos padrões de qualidade ambiental e de saúde pública, devendo ficar de posse do estabelecimento até a remoção por parte do serviço público adequado e especializado para esta finalidade.

10.5 Todos os resíduos sólidos não poderão e não deverão ser reciclados, reutilizados ou reaproveitados, pelo estabelecimento, no período de vigência do plano de reabertura de operações emergencial pelo covid-19 e ou estado de calamidade pública decretado.

10.6 Caso o estabelecimento tenha parcerias para destinação de resíduos sólidos, para as finalidades do dispositivo acima, tais como garrafas plásticas de água do minibar, restos de sabonetes, jornais entre outros, deve suspender a atividade da parceria durante o período que este documento tiver vigência.   

10.7 O estabelecimento deve respeitar a utilização de EPI´s na realização dos procedimentos relacionados a este tema, pelo colaborador designado para esta tarefa, em concordância ao disposto na RDC 56/2008 da ANVISA.

 

11 Das disposições gerais para colaboradores e processos internos de trabalho e produtividade

11.1 Todos os trabalhadores devem obrigatoriamente usar máscaras de "tecido não tecido" (TNT) ou tecido de algodão durante todo seu turno de serviço, independentemente de estarem em contato direto com o público, de preferência orientar ao colaborador que esta utilização deve ser estendida ao período de deslocamento de casa ao trabalho e logística reversa. O estabelecimento deve disponibilizar e exigir o uso deste EPI.

11.2 O estabelecimento deve fazer o controle diário de temperatura dos funcionários em sua entrada para o turno de trabalho, ficando o relatório à disposição para controle e fiscalização.

11.3 O estabelecimento deve orientar e garantir a realização de assepsia de mãos frequentemente e a cada contato ou deslocamento de sua estação de trabalho com antibactericida adequado e eficiente para esta finalidade, deve manter disponível e abastecido dispensers ou “kit” completo de higiene de mãos nos sanitários de clientes e de funcionários, utilizando sabonete líquido antibactericida, álcool em gel 70%, ou outro produto adequado, e toalhas de papel não reciclado.

11.4 Deve utilizar de forma frequente álcool em gel 70%, a cada contato com qualquer pessoa de seu fluxo de trabalho e objetos e utensílios que possam ser compartilhados.

11.5 Deve utilizar luvas e jalecos descartáveis, de acordo com suas atividades tipificadas neste documento para utilização destes materiais.

11.6 É recomendado, sempre que possível, a priorização do afastamento, sem prejuízo de salários, de empregados pertencentes ao grupo de risco, tais como pessoas com idade acima de 60 (sessenta) anos, gestantes, portadores de doenças respiratórias, pacientes oncológicos, hipertensos, diabéticos, portadores de doenças imunodepressoras, e demais patologias determinadas pelo Ministério da Saúde como grupo de risco para o COVID-19, podendo ser utilizada esta força de trabalho para atividades remotas;

11.7 É recomendado a priorização de trabalho remoto para os setores administrativos;

11.8 É recomendado revezamento na escala de trabalho, com possível redução de carga de trabalho para isso, para setores ou operações que possam causar aglomeração de colaboradores no setor ou ambiente onde ocorre a produção deste tipo de serviço, tais como recepção, cozinha, setor de reservas, entre outros. É recomendado respeitar o distanciamento mínimo de dois metros, orientado pela OMS nestas e em todas as áreas de trabalho.

11.9 Deve adotar medidas internas e garantir a comunicação das mesmas a todos os envolvidos nas operações do estabelecimento, em todas as formas utilizadas pelo estabelecimento para comunicação com todos os públicos de relacionamento do estabelecimento, especialmente aquelas relacionadas à saúde no trabalho, necessárias para evitar a transmissão do covid-19 no ambiente de trabalho, citadas neste documento, e demais orientações publicadas pela OMS sobre o tema;

11.10 O estabelecimento deve providenciar o controle de acesso de sua entrada e de todas suas áreas e serviços, bem como a organização das filas para que seja mantida a distância mínima de 2m (dois metros) entre cada pessoa.

11.11 É recomendado ao estabelecimento que oriente seus colaboradores para que não retornem as suas casas diariamente com suas roupas de trabalho quando estes utilizarem uniforme, e que o mesmo seja colocado para lavagem diariamente.

11.12 Os locais para refeição, quando presentes, podem e devem ser utilizados com apenas 1/3 (um terço) da sua capacidade (por vez), de acordo com o número total e absoluto definido e constante no PPCI do estabelecimento. Deverão organizar cronograma para sua utilização de forma a evitar aglomerações e cruzamento entre os trabalhadores (fluxos internos e de entradas e saídas), além de garantir a manutenção da distância mínima de 2 metros (dois metros). No caso específico da Don Ramon o local de refeição deve ficar fechado no periodo de curto prazo destas medidas.

11.13 Os lavatórios dos locais para refeição e sanitários devem estar providos de sabonete líquido antibactericida e toalhas de papel, bem como dispenser com álcool em gel 70% em sua porta de acesso.

11.14 Caso algum dos colaboradores (proprietários, empregados próprios ou terceirizados) apresentarem sintomas de contaminação pelo COVID-19, devem buscar orientações médicas, bem como serem afastados do trabalho, pelo período mínimo de 14 (quatorze) dias, ou conforme determinação médica, sendo que as autoridades de saúde do município devem ser imediatamente informadas desta situação."

 

Todos os itens constante neste protocolo devem obrigatóriamente serem respeitados e cumprido por todas as partes de relacionamento da Don Ramon, tais como Hospedes, Spazianos, colaboradores, fornecedores e comunidade local. todas as reservas realizadas ficam cientes destas medidas e concordam com a mesma, de acordo como indicado em nossas condições e politicas de reserva.